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Junho, 2019

Liturgia
Diária

DIA 23 – DOMINGO
12º DO TEMPO COMUM

(verde – 4ª semana do saltério)

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

A liturgia nos desafia a confessar que Jesus é o Cristo de Deus, fonte do amor e da vida, o único capaz de saciar nossa sede mais profunda. Alimentando a fé com a Palavra e a Eucaristia, podemos derrubar barreiras e divisões discriminatórias e reconhecer que somos um em Cristo, a quem queremos seguir na fidelidade dia após dia. Celebremos em comunhão com os migrantes neste dia que a eles a Igreja dedica.

Primeira Leitura: Zacarias 12,10-11; 13,1

Leitura da profecia de Zacarias – Assim diz o Senhor: 10“Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim. Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito. 11Naquele dia haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon no campo de Magedo. 13,1Naquele dia haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 62(63)

A minha alma tem sede de vós, / como a terra sedenta, ó meu Deus!

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! / Desde a aurora, ansioso vos busco! / A minha alma tem sede de vós, / minha carne também vos deseja. – R.
Como terra sedenta e sem água, † venho, assim, contemplar-vos no templo, / para ver vossa glória e poder. / Vosso amor vale mais do que a vida, / e por isso meus lábios vos louvam. – R.
Quero, pois, vos louvar pela vida / e elevar para vós minhas mãos! / A minha alma será saciada, / como em grande banquete de festa; / cantará a alegria em meus lábios / ao cantar para vós meu louvor! – R.
Para mim fostes sempre um socorro; / de vossas asas à sombra eu exulto! / Minha alma se agarra em vós; / com poder vossa mão me sustenta. – R.
Segunda Leitura: Gálatas 3,26-29

Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas – Irmãos, 26vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Jesus Cristo. 29Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 9,18-24

Aleluia, aleluia, aleluia.

Minhas ovelhas escutam minha voz, / minha voz estão elas a escutar; / eu conheço, então, minhas ovelhas, / que me seguem, comigo a caminhar (Jo 10,27). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Certo dia, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O texto deste domingo se desenrola em três temas: a confissão de Pedro em nome da comunidade, o anúncio da paixão e o convite a seguir o Mestre. Para Jesus, não basta aquilo que o povo em geral pensa dele. Diante disso, ele provoca os apóstolos a uma decisão, mediante uma resposta própria. A resposta de Pedro, em nome do grupo – o Messias de Deus – revela o que Jesus é e faz: ele é mestre, profeta e presença libertadora de Deus. Para não restar dúvidas a respeito da messianidade de Jesus, ele revela seu destino trágico. Ele não é o Messias poderoso, conquistador e triunfalista como pensam. Será o Messias doador da própria vida em favor dos mais vulneráveis e desprezados. Jesus assume a causa dos pobres e, por isso, é condenado à morte. Seu sofrimento e sua morte não são um desejo masoquista seu, mas uma consequência de sua fidelidade ao Pai. A seguir, o Mestre convida quem estiver disposto a segui-lo a renunciar a tudo o que possa impedir o seguimento fiel. Quem quiser segui-lo terá de se identificar com seu projeto, sabendo que poderá ser desafiado a perder a própria vida. Renunciar a si mesmo é desfazer-se da ambição do enriquecimento, do poder e da glória.

(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

 

Fonte: Paulus